Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/06/2020

A análise crítica dos aspectos sociais é contrária à visão resignada da massa popular. Como disse o ex-presidente norte-americano John Kennedy, o conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento. Em vista dessa condescendência social, observa-se que a violência urbana no Brasil é um episódio relevante e com tendência a se perpetuar caso não haja uma apreciação séria e resolutiva. Algo que já foi promulgada pela ONU em 1948, rejeitando esse tipo de comportamento. Logo, ser complacente com essa fato é abandonar a possibilidade de progressão da sociedade.

Em primeiro lugar, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui para permanência dessa fúria espalhada pelo país. No entanto, de acordo com o Código Penal e da Constituição de 1988, é dever do Estado aplicar e promover a segurança no Brasil. Tal fato, demonstra-se como uma grande incoerência, pois há uma violência exacerbada nas cidades. Então, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pelos cidadãos.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pelo Artigo 144 da Constituição de 1988, no qual fala sobre o funcionamento da segurança pública no Brasil. No decorrer da formação do Estado brasileiro o enfurecimento das pessoas nas cidades se fez presente durante parte significativa do processo. Isso aliado, principalmente, ao tráfico de drogas contribuiu para que esse problema persista atualmente. Por isso, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, o fim dessa lastimável violência deixe de ser uma utopia.

Segundo René Descartes, não existem métodos fáceis para solucionar problemas difíceis. Portanto, para se resolver a violência urbana no Brasil, deve haver projetos de extensão universitária das faculdades de Direito e Sociologia das instituições privadas e públicas, promovendo ciclos de palestras abertas à população sobre como se portar numa sociedade violenta; devem, ainda, existir campanhas midiáticas com apoio do Governo e ONG sobre a sensibilização das pessoas em cumprir seus deveres e conhecer seus direitos estabelecidos em Lei; além disso, devem ser desenvolvidos projetos escolares abertos à comunidade sobre ética e moral.