Violência urbana no Brasil

Enviada em 19/06/2020

Ao afirmar, em sua célebre canção, “O Tempo não Pára”, o cantor e compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a violência urbana não é um problema só da atualidade, já que sempre ocorreu tomando formas próprias conforme o momento histórico, como, na ditadura no Brasil, no qual o AI-5, atribuía aos militares o direito de torturar os opositores sem nenhuma justificativa. Desse modo, na contemporaneidade, a dificuldades ainda persistem, seja pela falha na educação, seja pelos diversos preconceitos incluídos na sociedade.

Deve-se destacar, de inicio, a ausência à educação como um dos agravos do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, que a agressão rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que houve vínculo entre a educação e a violência. Segundo o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul (TCE-RS) quanto maiores são as taxas de escolarização, menores os registros de violência, é fato, já que, a hostilidade tem sido praticada na grande maioria por jovens que abandonam os estudos entre onze e doze anos. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno terceiro milênio, há um lapso na educação, violando o que é exigido constitucionalmente. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o propósito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Assim, é imprescindível ressaltar os diversos preconceitos vinculados a sociedade. No decorrer da formação do Estado brasileiro, a violência urbana se faz presente durante todo o processo. Isso, aliado impunidade ao agressor, contribui para que esse problema persista atualmente. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, chegue ao fim o preconceito no Brasil, como o homofobismo, visto que o Brasil é o pais que mais mata por homofobia, em que cerca de uma pessoa LGBT morre por dia, bem como a intolerância religiosa, que por ano mais de 500 pessoas morrem segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), e o racismo, no qual o percentual de negros assassinados no Brasil é 132% maior do que o de brancos, revela pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Fica evidente, portanto, que algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo o governo federal por intermédio de verbas governamentais, deve investir na segurança, nas escolas públicas e leis contra os preconceitos. Nesse sentido, a finalidade de tal ação é minimizar a violência urbana até que a mesma seja excluída da sociedade. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.