Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/07/2020

Consoante o filósofo Hegel, o Estado tem o dever de cuidar dos seus filhos. Entretanto, ao se observar o Brasil, nota-se a não efetivação dessa função, uma vez que a violência urbana constitui-se como um perigo constante à população. Destarte, a educação precária e a desigualdade social existente no território brasileiro são alguns dos fomentadores da violência urbana.

Em primeiro lugar, é válido elucidar a importância da educação para o ser humano. Nesse sentido, a preparação das crianças para o mercado de trabalho e também para a vida em sociedade demonstra a relevância do ensino no combate à criminalidade. Dessa forma, a falta de um ensino de qualidade para crianças e adolescentes contribui para o aumento da violência e configura-se como o oposto da frase de Pitágoras, a qual afirma ser melhor educar as crianças para não ser necessário punir os adultos.

Outrossim, a desigualdade social também colabora com o aumento da violência urbana. Assim, algumas pessoas desempregadas ou com trabalhos informais, que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística somam mais de 44,5 milhões de brasileiros, podem recorrer à obtenção de dinheiro de forma fácil no crime. Desse modo, a desigualdade social corrobora com hostilidade urbana, já que, muitas vezes, a única forma de sobreviver no sistema capitalista é burlando os tradicionais modelos de trabalho.

Infere-se, portanto, que a violência urbana tem como precursores a negligencia de direitos básicos. Logo, urge ao Ministério da Educação em conjunto com escolas e ONGs locais convocarem as crianças e adolescentes das comunidades para estudarem, por meio de gincanas e brincadeiras, a fim de diminuir o tempo deles nas ruas. Ademais, cabe ao Governo auxiliar as pessoas desempregadas e com trabalhos informais, por intermédio de verbas mensais, com o intuito de acabar com a violência urbana em decorrência da falta de dinheiro. Dessa forma, o Estado finalmente cuidará de seus filhos, como propôs Hegel.