Violência urbana no Brasil

Enviada em 30/06/2020

“Eu brincava de polícia e ladrão um tempo atrás, hoje ninguém mais brinca, ficou realista demais.” O verso musical de “Canção Infantil”, da banda Pineapple, retrata as mudanças que a violência urbana trouxe as antigas brincadeiras brasileiras, uma vez que os índices de criminalidade são alarmantes no Brasil. Ora, uma problemática fomentada pela inação estatal e, sobretudo, a desigualdade econômica no país.

Nesse sentido, tem-se como primeiro vetor dessa situação a escassa atuação do Estado, dado que não garante aos cidadãos acesso a segurança pública de qualidade. Exemplo disso é o caso noticiado pelo G1 sobre o menino Renan, de apenas 10 anos, que foi vítimia de uma bala perdida enquanto brincava em frente a sua casa, os culpados nunca foram encontrados, esse é um dos muitos casos de violência urbana no país sem resposta da polícia. Nesse sentido, a impunidade da ao criminoso poder, visto que não é punido pelos seus atos.

Outro vetor que acentua esse imbróglio é a desigualdade social, posto que o indivíduo ingressa no “mundo” do crime por necessidade -de alimentar e pagar as contas da família. Alude sobre isso a obra “Capitães de Areia”, do autor Jorge Amado, que retrata a rotina de jovens orfãos que roubam para conseguir comprar alimento e roupas, na sociedade apresentada por Jorge o crime é normatizado, assim como na sociedade brasileira atual. Dessa forma, a desigualdade gera a normatização da violência.

Urge, portanto, a necessidade do Estado corrigir o comportamento enviesado por meio da criação de punições mais severas e da intensificação do policiamento nas ruas, a fim de inibir os índices de violência no país. Ademais, é oportuno que o MEC em conjunto a ONG´s forneça opções de ofícios para os jovens por meio de cursos de dança, música, informática em que o aluno terá uma forma de ajudar financeiramente sua família, com o intuito de afastar esses jovens do ‘‘mundo’’ do crime.