Violência urbana no Brasil

Enviada em 01/07/2020

No filme americano “Uma Noite de Crime”, é retratado um país onde todos os cidadãos, em certo período do ano, têm o direito de cometer crime hediondos sem nenhuma punição. Fora da ficção, infelizmente, o Brasil vive situação análoga, visto que a violência urbana no país é responsável pela morte de centenas de pessoas diariamente. Tal problema decorre da falta de monitoramento e controle contra o crime organizado, assim como das grandes desigualdades brasileiras, merecendo ser remediado o quanto antes.

A priori, de acordo com as polícias municipais de São Paulo e Rio de Janeiro, centenas de armas de fogo são importadas anualmente para os complexos urbanos e periféricos dessas grandes metrópoles por conta do baixo controle contra o crime organizado que, muitas vezes, envolve os próprios oficiais da polícia. A esse respeito e considerando que mais de 40% dos homicídios no país derivam de armas de fogo, sendo a maioria nas grandes cidades - como relatado no site Oglobo -, o problema comentado é um dos grandes atores para os elevados níveis de violência urbana no Brasil. Dessa forma, melhorias no combate ao tráfico e à corrupção dentro da polícia são essenciais para reverter o problema.

Além disso, baseando-se em dados divulgados pelo projeto humanitário “Todos Pela Educação”, os brasileiros com baixo nível socioeconômico sofrem tanto com sistemas educacionais que segregam ricos e pobres, como pelo transporte público ineficiente no país, estando passíveis de abandonar a escola cedo. Porém, levando em conta as maiores exigências de capacitação pelo mercado de trabalho após a Terceira Revolução Industrial, muitos desses indivíduos tendem a ficar desempregados e, para sobrevier, entram na vida do crime - o que contribui para o aumento da violência nas regiões mais pobres. Nesse sentido, para diminuir a violência urbana, melhorias na educação são ideais.

Com base no exposto, ajustes no combate ao crime organizado e na educação brasileira devem ser tomados. Para tanto, a Polícia Federal deve aumentar o controle sobre as divisas entre o Brasil e outros países da América Latina - como Bolívia e Paraguai, territórios que contribuem para o tráfico de armas-, por meio da instalação de novos postos de monitoramento em todas as ruas, avenidas e estradas que ligam o Brasil com tais nações. Tais instalações devem ter no mínimo vinte oficiais cada, para dinamizar o monitoramento de veículos, e adotarem a alternância de turnos entre os policiais para o controle integral das divisas. Outrossim, o Poder Legislativo, por meio de uma lei entregue à Câmara, deve estabelecer que todos os estados disponibilizem novas frotas de veículos públicos e maiores períodos de reforço escolar para as regiões com maiores índices de evasão nas escolas. Com isso, haverá um eficiente controle à violência urbana, permitindo que as situações vistas no filme não ocorram no país.