Violência urbana no Brasil

Enviada em 04/07/2020

No livro “A Revolução Burguesa no Brasil”, o sociólogo Florestan Fernandes descreve a violência do regime militar como representação de poder e opressão sobre os indivíduos. Acerca dessa lógica, trinta anos após o fim do regime no País, a policia ainda atua de maneira intransigente, gerando um substancial medo na população. Não obstante, a falta de preparo de muitos profissionais influi para o aumento dos índices da violência policial. Logo, medidas estatais e sociais que transmudem esses fatos fazem-se prementes.

Destarte, o abuso de autoridade aplicado pela força policial no País coadjuva para a sensação de insegurança da população. Sob essa óptica, o jovem Gabriel Nunes de Sousa, de 19 anos, sofreu imobilização por estrangulamento após não conseguir frear a moto que conduzia e colidir com uma viatura da policia. Nesse viés, o excesso de violência perpetuado pela policia brasileira, sem as devidas investigações e apuração dos casos, contribui para o desenvolvimento de um sentimento de aversão a este órgão público, visto que, sua função social é assegurar a proteção da população. Desse modo, ações públicas que mudem estes fatos são de urgência.

Outrossim, a exiguidade de amparos governamentais para o treinamento de novos agentes influi para à ascensão do número de casos de violência. Nessa conjuntura, segundo o jornal O Globo, em pesquisa, 64% dos policiais assumem não ter orientação e nem treinamento adequado para lidar com manifestações e protestos. Em vista disso, o despreparo de parte do corpo policial para lidar com operações de complexa sistematização expõem cenários de extrema represália contra a população, pondo em risco a vida de indivíduos inocentes. Por conseguinte, torna-se mais eficaz a implementação e o enrijecimento de políticas públicas que preparem os novos agentes, evitando novos casos de violência policial contra a sociedade brasileira.

À luz dessas considerações, é fulcral que o Governo, junto ao Ministério da Justiça, deve desenvolver projetos de lei que punam agentes policias que perpetuem episódios de extrema violência, destituindo-os dos seus respectivos cargos, submetendo-os a atividades comunitárias e o pagamento de indenizações às vítimas. Ademais, o Governo Federal junto as secretarias de segurança estaduais, devem ampliar os seus programas de preparação de novos agentes, incluindo o aumento das horas de treinamento e oferecendo tratamentos psicológicos gratuitos, que possam desenvolver atividades que controlem os excessos de raiva e violência na sociedade. Por esses intermédios, com a reaprendizagem de sua função, a sociedade passaria a se sentir mais confiante em relação à segurança pública brasileira