Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/07/2020

A violência urbana não pode ser vista no Brasil, modernamente, como uma mera implicativa de segurança pública, mas, sim, como uma anomia de ordem social, frente a fatores morais, econômicos e desserviços educacionais.Desse modo, a sociedade vive um caos retrógrado e inercial portanto, é imprescindível a promoção de ações afirmativas para minimizar aquele problema.

Primordialmente, apesar de o direito de ir e vir ter sido institucionalizado, o quadro deficitário da violência urbana contribui para diversas lacunas que desrespeitam a harmonia social. Nesse sentido, o sociólogo Émile Durkheim defendia a ideia de que a sociedade é interdependente, pautada no fato social, e esse pensamento evidencia indubitavelmente a perniciosa contribuição de atos violentos para a formação do sujeito citadino.Ademais,é tácito que a corrompida e ultrapassada metodologia de ensino contemporâneo é uma das principais responsáveis pelo enfraquecimento do diálogo que germina na ascensão de visões inferiorizantes e,sobretudo,atos violentos urbanos.Por fim,é evidente que tal violência limita a ascensão social do País ao restringir o desenvolvimento da população do Brasil.

Outrossim, observa-se que os errôneos e comuns atos violentos urbanos tem origem na falência de valores e moralidades humanas mostrando a importância do sistema familiar e jurídico na formação de princípios, como respeito, atualmente ausentes nos cidadãos infratores. E, esse fenômeno, além de suscitar o enraizamento de uma mazela silenciosa de difícil combate, incita a marginalização da parcela da sociedade que busca nos mecanismos ilícitos uma forma de superar as limitações do cotidiano. Em suma, vê-se que tal cenário de tornou bastante comum em meio à Nação, caracterizando-se como uma nociva marca de um corpo social pós-moderno, analisado pelo autor Milton Santos, em sua obra " A urbanização brasileira", na qual retrata problemas devido o aumento automobilístico, a exemplo do discurso de ódio e atos violentos no meio citadino. Logo, a soma desses fatores promove o surgimento de um contexto caótico, cuja necessidade de intervenção de faz imediata.

Sob esse prisma de aresta conflituosa, é imperiosa a promoção de ações afirmativas a fim de mitigar a tamanha violência urbana brasileira. Para tanto, a escola, com seu forte poder formacional,deve rever seu plano político-pedagógico,por meio da expansão de uma cultura educacional baseada em mecanismos instrutivos, como aulas práticas e interativas direcionada às várias áreas do conhecimento, com o fito de formar uma mobilizada sociedade enraizada no combate efetivo contra a violência citadina. Por fim, cabe a população a transmissão de ensinamentos, por meio de órgãos governamentais, a exemplo da rádio “a voz do Brasil”, e a distribuição de cartilhas educativas, com o fito de prevenir futuros atos violentos urbanos.