Violência urbana no Brasil

Enviada em 11/07/2020

Na obra “A Cidade do Sol”, do filósofo italiano Thommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a violência urbana no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, cabe analisar tanto a carência de administrações públicas quanto o preconceito racial como fatores desse contextos, a fim de revertê-los.

Considerando o exposto, é válido pontuar que a falta de administrações públicas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. À vista disso, segundo o pensador Hobbes, o Estado é responsável pro garantir o bem-estar da população. Entretanto, tal fato não é consolidado do país devido à baixa ação das autoridades, no que tange ao desenvolvimento de uma legislação eficiente que assegura os violentados. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a agressão racial atua como promotor desse óbice. À luz dessa ideia, de acordo com o físico Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito. Não há como negar, portanto, que o discurso de ódio desenvolvido por grande parte da população contra os oprimidos, gera uma desigualdade étnica no Brasil alimentada pelo individualismo e pelo egoísmo. Desse modo, tal ponderação configura-se como outro obstáculo para a resolução desse quadro deletério.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar esse impasse. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, promover ações voltadas para a criação de leis com o viés de garantir a proteção dos injustiçados. Tais ações devém ser executadas por intermédio do Poder Legislativo pela validação dessa emenda constitucional proposta pelo executivo, a fim de cumprir com a segurança prevista na Constituição Federal. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja alcançada.