Violência urbana no Brasil
Enviada em 18/07/2020
A criminalidade urbana elevou o Brasil a um patamar preocupante em relação ao mundo, seus números têm aumentado significativamente, provocando uma crise na segurança pública. Há vários fatores, os quais culminaram nessa crise, mas o fortalecimento do crime organizado e a falência da instituição social da polícia, tanto civil quanto militar, fazem-se mais proeminentes. Superar essa realidade é o desafio.
Com o predomínio do crime organizado em regiões de baixa renda, crianças e jovens têm sido aliciadas por traficantes com a ilusão de uma vida digna e sem pobreza, consolidando e expandindo as raízes desse tipo de crime. Paralelamente à isso, têm-se a frase do Papa João Paulo II, o qual refere-se a violência como a destruidora daquilo que ela supostamente defende: a liberdade do ser humano e a dignidade da vida. De maneira análoga, pode-se dizer que o crime organizado oferece uma ‘‘vida de ostentação", entretanto, torna a pessoa seu refém, obrigando a realizar suas ordens e atuando na linha de frente dos assassinados promovidos em nome de organizações como PCC e Comando Vermelho. Dessa forma, os recrutados para essas corporações criminosas acabam sendo vítimas da ilusória venda de “liberdade e dignidade”, tendo trocado a violência por causa da desigualdade pela a do crime.
Ademais, destaca-se também o desgaste sofrido pelos órgãos da polícia civil e militar com o passar dos anos. Haja visto que essas instituições deixaram de possuir pela população como sinônimo a segurança e passaram a ser temidos de maneira negativa pelos cidadãos de bem e confrontados pelos criminosos. Isso pode ser exemplificado ao analisar-se as recentes reportagens realizadas por plataformas televisas, como o Jornal Nacional e o Jornal da Record, nos quais eles demonstram o aumento da violência policial tanto nas operações de patrulha quanto nos confrontos com criminosos em ambientes abertos com pessoas inocentes. Isso decorre em virtude do despreparo e da falta de um acompanhamento psicológico efetivo para os policiais lidarem melhor com as pressões do trabalho. Portanto, a crise na segurança pública tem agravado-se a níveis exorbitantes, a qual tem sido alvo de preocupação pela ONU. Diante disso, a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), a Interpol e o Exército devem trabalhar em conjunto desestabilizando os centros das organizações criminosas e neutralizando os focos iniciais delas por meio de operações, as quais envolvam alta tecnologia, especialistas qualificados e reabilitação para as crianças e adolescentes que tenham se envolvido com o crime. Além disso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve investir mais na capacitação de seus profissionais e oferecer auxílio saúde, com tratamento psicológico constante, mais eficiente. Dessa forma, a violência urbana será minimizada e a população terá a segurança almejada..