Violência urbana no Brasil

Enviada em 18/07/2020

Fica evidente a necessidade de se discutir sobre a violência urbana no Brasil. Embora diversos avanços sejam perceptíveis em nossa sociedade, ainda existem diversas lacunas no que diz respeito à segurança da população. Consoante ao filósofo chinês Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros” e entre esses equívocos estão os fatores socioeconômicos que conduzem a violência urbana.

Em primeiro plano, é válido evidenciar que, devido ao acelerado processo de êxodo rural, as grandes cidades brasileiras absorveram um número de pessoas elevado, que não foi acompanhado pela infraestrutura urbana e consequentemente desencadeou uma série de problemas sociais, entre eles a desigualdade. Esta que é um fator determinante na continuidade do impasse, uma vez que segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a desigualdade social é a grande causa da violência entre jovens brasileiros.

Ademais, de acordo com dados do Ministério da Justiça, em 2017 foram registrados 41.547 mortes decorrentes de crimes homicídio doloso, roubo e lesões seguidas de morte. Este fato se deve a empecilhos como o desemprego, desprovimento de serviços públicos assistenciais, além da ineficiência da segurança pública. Tais problemas são determinantes para o estabelecimento e proliferação da marginalidade e, por conseguinte, da criminalidade que vem acompanhada pela violência.

Portanto, diante dos fatos citados faz-se necessário que sejam tomadas atitudes para resolução do impasse, de modo que as autoridades, por meio do Ministério da Segurança, como medida paliativa, promovam projetos de policiamento nas ruas. Outrossim, o Governo federal mediante a investimentos, deve investir na implantação de programas sociais que proporcionem ao cidadão melhores condições de vida, a fim de atenuar o desequilíbrio social, e dessa forma, a violência urbana. Em síntese, o problema poderia ser amenizado, prosperando, assim, na vida e segurança de todos.