Violência urbana no Brasil
Enviada em 18/07/2020
O filme “Tropa de Elite” retrata a violência urbana presente no Brasil praticada pelo crime organizado e por policiais corrupto, o que coloca em risco a vida de inocentes. Neste contexto, pode-se dizer que o filme é fiel a realidade brasileira, pois, é comum ver nos jornais inocentes morrerem por bala perdida devido aos tiroteios recorrentes nas comunidades. Sendo assim, nota-se que o alto índice de desigualdade social e o pouco preparo policial contribuem para a persistência do problema, o que demanda ação pontual.
Em primeiro lugar, é evidente que os moradores das periferias são quem mais convivem com a violência urbana. Nesse viés, segundo o Índice de Gini, em 2019, o nível de desigualdade social aumentou para 0,6 – quanto mais perto de 1, maior é a desigualdade -. Isto dito, pode-se dizer que o Brasil é um país demasiado desigual, ou seja, os moradores das comunidades não possuem as mesmas oportunidades e as procuram no crime organizado, realidade próxima a eles, e abandonam a escola e começam a trabalhar como entregador de drogas ainda na infância. Dessa forma, é inaceitável que ainda exista tamanha desigualdade social, que tanto influência na violência urbana.
Ademais, os policiais não possuem um treinamento efetivo contra a violência, o que aumenta ainda mais o problema. A exemplo, no livro “Reflexos da Violência”, o autor Carlos Motta relata que os treinamentos policiais são baseados em abordagens violentas. Nesse sentindo, o escritor comprova a perspectiva que se tem sobre como os policiais combatem o crime organizado: com mais violência e, não atoa, confrontos entre policiais e traficantes acontecem com trocas de tiros inacabáveis, matando inocentes, e essa é uma realidade diária de quem mora nas comunidades. Dessa maneira, é implausível a forma como a polícia tenta acabar com a violência, pois gera mais violência.
O alto índice de desigualdade e o mínimo preparo dos policiais, portanto, contribuem para a violência urbana no Brasil. Logo, o Ministério da Educação junto à Empresas devem promover a inclusão de jovens moradores da periferia no mercado de trabalho, por meio de cursos profissionalizantes que mostrariam e ensinariam a entrar nesse universo e ao final destas, essas empresas entrevistariam alunos para admiti-los em estágios. Tal medida tem o intuito de mostrá-los que eles podem ter oportunidades de uma vida melhor. Talvez assim, “Tropa de Elite” torne-se apenas uma ficção.