Violência urbana no Brasil

Enviada em 29/07/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, do clássico livro “O triste fim de Policarpo Quaresma”, sempre teve como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, a violência urbana no Brasil, torna o país ainda mais distante do imaginado pelo sonhador personagem. Nessa perspectiva, seja pela falta de instrução familiar, seja pela negligência governamental, o descaso com a violência urbana continua, afetando de forma negativa o cotidiano brasileiro, o que exige reflexão urgente.

Em primeiro plano, o descaso estatal com a violência urbana mostra-se um desafio ás pessoas que sofrem com o problema, uma vez que poucos recursos são destinados pelo Estado para solucionar o problema em um grau mais rigoroso. De acordo com o Atlas da Violência de 2018, pesquisas mostram que 71,5% de pessoas que são assassinadas por meio de violência urbana, são negras ou pardas. Portanto, faz-se necessário que o estado invista nessa ação feita pela sociedade brasileira.

Somado a isso, a falta de instrução familiar dificulta na execução de melhorias contra agressões na sociedade contemporânea brasileira. Segundo o jornalista irlandês George Bernad Shaw “O progresso é impossível sem mudanças”. Analogamente, reivindicações da sociedade contra a negligência governamental são necessárias para a realização de mudanças nessa área.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a violência urbana no Brasil. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão. Além disso, pode-se criar uma “hashtag”para ganhar mais visibilidade e com finalidade de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Policarpo pudesse se orgulhar.