Violência urbana no Brasil
Enviada em 04/08/2020
Agressões, assaltos, estupros. Diversas são as manifestações da violência urbana no Brasil, que tanto preocupam a população. É fato que a crise na segurança pública tem consequências que impactam os âmbitos sociais e de saúde. Como fruto da desigualdade social, esse problema pode interromper vidas promissoras (as de quem sofre e as de quem comete o crime), e causa insegurança a quem transita pelas ruas. Por isso, é necessário corrigir a ineficiência governamental no combate à violência, para que seus desdobramentos sejam minimizados.
Primeiramente, pode-se dizer que a criminalidade tem raízes na desigualdade e vulnerabilidade social. Um indivíduo sem acesso à recursos básicos, como alimentação, saúde e educação, encontra no crime uma oportunidade de sobrevivência. Dessa forma, um tecido social inclusivo com a maior igualdade de oportunidades pode evitar a mobilidade para o mundo do crime e da violência. No quesito da educação, a sua presença se faz ainda mais necessária: segundo os dados no Atlas da Violência de 2019, cerca de 70% das vítimas de violência urbana possuem até sete anos de estudo. Afirma-se, portanto, que a carência educacional é violenta e impulsiona o quadro de criminalidade no país.
Segundamente, nota-se que a perpetuação desse cenário brutal tem causado insegurança e apreensão na população. A presença de condomínios fechados com todos os sistemas de segurança, o receio de visitar centros urbanos e até transitar normalmente pela cidade são características do novo cotidiano do brasileiro. Uma pesquisa do IBGE prova a gravidade da situação ao informar que 77 milhões de pessoas têm medo de andar pelas ruas por causa da violência. Além disso, a sensação de insegurança aumenta com a defasagem de policiamento ostensivo e de medidas preventivas aos crimes. Isso ocorre porque não há investimento o suficiente na área de segurança, que é frequentemente negligenciada pelo Governo. Assim sendo, é necessária a atenção aos anseios da população pela resolução eficiente e humanitária dos problemas de segurança.
Por fim, medidas são necessárias para a minimizar os efeitos da violência supracitados. É dever do Poder Executivo, em parceria com o Poder Legislativo, fornecer investimentos estruturados a longo prazo em políticas públicas de inclusão social de classes mais baixas, a fim de promover a educação e oportunidades igualitárias para essa população. Ademais, é encargo dos Governos Municipais o aumento do efetivo policial em zonas de maior ocorrência de crimes, além da ampliação da instalação de câmeras como o “Olho Vivo”, para prevenir e combater a violência e o crime nas ruas. Dessa maneira, será possível minimizar o volume de dados de violência urbana no Brasil.