Violência urbana no Brasil
Enviada em 13/08/2020
A violência urbana no Brasil tem apresentado números significativos nas últimas décadas. De acordo com o atlas de violência publicado pelo IPEA, em 2016, houve o registro de 62.517 homicídios, chegando a uma proporção de 30,3 mortos para cada 100 mil habitantes. Nesse âmbito pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e geográficas.
A sociedade brasileira se formou a partir de desigualdades racial e econômica. Visto que, mesmo com a abolição da escravatura os negros não tiveram a oportunidade de se qualificar, assim, continuaram a exercer suas profissões braçais e mal remuneradas. Isso porque na época, não houve investimentos em qualificação e infraestrutura que envolvessem os recém libertos. Em vista disso, as segregações entre classe e raça só aumentaram, resultando os altos índices de violência urbana nas cidades brasileiras.
Concomitantemente, a violência urbana está diretamente ligada ao aspecto geográfico, pois é necessário destacar que o desenvolvimento das cidades gerou diferentes espaços. Desse modo, a população mais pobre se estabeleceu nos lugares mais periféricos, distantes, assim, dos locais de lazer, entretenimento e trabalho. Esse cenário geográfico ocasiona um agravamento das desigualdades já existentes, consequentemente, os epicentros de violência se concentram nesses lugares, redarguindo a população local.
Em virtude disso, faz-se necessário que o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos criem programas que previnam a evasão escolar, e que incentivem a participação juvenil no empreendedorismo. Além disso, cabe ao Governo Federal Criação de um instituto de estudos e pesquisas de segurança pública para desenvolver pesquisas sobre o controle da violência e promover o desenvolvimento de modelos e programas que busquem solucionar a problemática. A partir dessas intervenções, a violência urbana será combatida, gerando um país com ordem e progresso.