Violência urbana no Brasil
Enviada em 12/08/2020
De acordo com Oscar Wilde, escritor britânico, “a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Nesse sentido, a população brasileira, diante do aumento da violência urbana, sente-se constantemente ameaçada e, por isso, clama por uma solução. Tendo origem na desigualdade social, a violência no país tem provocado perdas em milhares de vidas, algo que ocasiona em danos na economia.
A partir de 1970, o Brasil passou por uma intensa urbanização, a qual não foi acompanhada de planejamento urbano. Assim, os centros desfrutaram do saneamento básico e de boa infraestrutura, e as periferias constituíram-se de ocupações irregulares. Tais locais abrigam a população mais pobre, que se frustra perante as desigualdades de oportunidades. Dessa forma, a criminalidade, como o envolvimento no tráfico de drogas ou roubo, será vista como a alternativa mais fácil de melhoria de vida. Essa situação, a qual afeta principalmente os jovens negros, promove aumento na violência.
Tal envolvimento com o crime, deixa essa população mais vulnerável a mortalidade, algo que provoca danos econômicos ao país. Segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo, para cada jovem vítima de homicídio há uma uma perda de R$550 mil reais para o Brasil. Isso ocorre devido a diminuição da capacidade produtiva da população, já que menos pessoas irão se envolver no mercado de trabalho, tendo menos contribuição tributária. Além disso, haverá maiores custos na saúde e em processos relacionados a solução do crime, como o judiciário e o prisional.
Desse modo, a desigualdade social estimula a violência, a qual provoca danos a economia do país quando resulta em homicídios. Dessa forma, o governo, juntamente com empresas privadas, deve promover o acesso universal ao saneamento básico e a moradias de qualidade para todos, através de maiores investimentos em infraestrutura, a fim de diminuir as desigualdades no país. Ademais, é necessário que as escolas estimulem a educação pela arte, como a adesão da música durante as aulas, a fim de cativar os jovens e, assim, afastá-los do crime e dos perigos do homicídio.