Violência urbana no Brasil

Enviada em 14/08/2020

A violência urbana no Brasil é um tema recorrente, uma vez que é uma problemática que ainda não se resolveu diante das políticas do governo. Isso se dá por dois motivos: ineficiência do Estado e ineficácia da ressocialização de pessoas encarceradas.

Quando se trata de educação, é necessário um indivíduo saber seus direitos básicos. No caso de João Pedro, de 14 anos, negro e periférico, esses direitos não foram atendidos. João Pedro foi vítima da violência policial, baleado dentro da casa dos tios. Assim como qualquer outro cidadão brasileiro, também possuía direito à vida e segurança. “Brasil não tem casos como o de George Floyd.” disse Eduardo Bolsonaro, mas estatisticamente, a cada 23 minutos, uma pessoa negra morre no Brasil. Com essa fala, é perceptível que a sociedade aprendeu a naturalizar várias mortes negras e periféricas, oriundas do racismo e da desigualdade social no país.

A respeito da ressocialização da população carcerária, também é importante ressaltar que a maior parte da população carcerária é negra, periférica e analfabeta. O sistema prisional não possui estrutura e os instrumentos necessários para que esses indivíduos desenvolvam novas habilidades e consigam se inserir novamente na sociedade, assim como muitos jovens encarcerados, como forma de sobrevivência, entram para facções ou crimes organizados dentro dos próprios presídios,  tornando a reincidência maior, já que se envolvem com crimes maiores. Se torna mais fácil prender do que estimular a alfabetização, estudos e pensamento intelectual, em um sistema carcerário que já sofre com situações precárias.

Contanto, é possível observar que para diminuir a violência urbana no Brasil, primeiro precisamos incentivar mais políticas de educação e dar suporte para campanhas que atuam em periferias, estimulando a cultura e o pensamento individual de cada cidadão, de forma que cresçam como indivíduos éticos e que contribuem de maneira positiva para suas comunidades.