Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/08/2020

O Brasil já coleciona casos de violência urbana em pleno século XXI. Não é exagero afirmar que isso se dá em razão da falta de instrução familiar, além desigualdade racial existente. Sem dúvida, o país deve preparar-se melhor para atender às novas demandas sociais, sob pena de retrocessos socioeconômicos irreparáveis.

Em primeiro plano, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de instrução familiar rompe essa harmonia, haja vista que conforme pesquisas feitas pela FBSP, no Brasil, morrem cerca de 150 pessoas por dia, sendo essas, vítimas de violência urbana.

Outrossim, destaca-se a desigualdade racial como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o número de mortes violentas seguem uma visão de desigualdade racial no país, onde mais de 70% das pessoas assassinadas são negras ou pardas.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a violência urbana. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão. É possível também criar uma hashtag, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Sócrates pudesse se orgulhar.