Violência urbana no Brasil
Enviada em 17/08/2020
Segundo Thomas Hobbes, filósofo inglês, o Contratualismo remete à criação do Estado para proteger a sociedade do caos e da desordem. No entanto, a exclusão social, somada à hostilidade policial contra negros, gera muita violência urbana, realidade que quebra o acordo contratualista e necessita de soluções.
De início, é importante destacar a segregação de minorias. Nesse sentido, tem-se como base o filme “Coringa”, de 2019, no qual é retratado o cotidiano de um palhaço, constantemente marginalizado e agredido por causa de sua profissão e seus distúrbios mentais. De modo geral, a obra critica o comportamento ignorante e hostil da sociedade frente aos grupos menos favorecidos, pois ela pratica violência física e verbal contra eles. Em síntese, conclui-se que, devido ao preconceito para com essas pessoas, a agressividade urbana é potencializada, uma vez que tal ato é uma tentativa de acabar com esses indivíduos.
Além disso, as agressões policiais contra afrodescendentes são muito presentes no cenário em debate. Em função do contexto histórico da escravidão brasileira, durante o período colonial, o racismo foi enraizado no panorama nacional. Por conseguinte, ele manifesta-se por meio da brutalidade militar, como o caso do Rio de Janeiro, em 2019, em que o carro de uma família negra foi fuzilado, sem motivos, por 80 tiros. Ante o exposto, nota-se que a intolerância racial impulsiona a violência urbana, já que esse sentimento hostil está internalizado na história do Brasil há mais de trezentos anos.
Portanto, percebe-se que é preciso solucionar esse quadro caótico. Logo, cabe às escolas - principais formadoras de cidadãos - promover o respeito à diversidade, mediante a realização de eventos voltados a isso, como uma feira cultural ou peças de teatro educativas, a fim de fomentar a aceitação ao próximo e, consequentemente, reduzir a violência urbana. Assim, o Contratualismo de Hobbes será honrado.