Violência urbana no Brasil
Enviada em 20/08/2020
O livro “Capitães da Areia”, produzido pelo escritor brasileiro Jorge Amado, retratou a realidade dos jovens periféricos de Salvador, os quais assaltavam armados nos centros da cidade. Além disso, a dramaturgia buscou relatar as brigas de gangues rivais, as quais muitas das vezes aconteciam nos grandes centros urbanos e levava diversas pessoas a morte. Nesse âmbito, nota-se que a violência é uma problemática para a sociedade, não só pela população ser despida de segurança, como também pela falta de oportunidade no mercado de trabalho, a qual acarreta aos atos criminosos.
Sob esse viés, sabe-se que a falta de segurança pública é bastante recorrente sobre grande parte da população, o que ocasiona aos elevados índices de violência. Nesse sentido, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, em 2016, o Brasil teve um aumento de 21% nos assassinatos, os quais envolvem latrocínios e homicídios dolosos. Essa realidade torna-se evidente, já que há um descaso governamental em relação aos direitos fundamentais dos cidadãos, previsto no artigo V da Constituição de 1988, visto que a ausência do Estado levará aos casos de violência urbana, o que proporcionará para esse dado alarmante.
Outrossim, vale ressaltar a ausência de empregos na sociedade brasileira, a qual corrobora para o aumento dos crimes. Nessa perspectiva, conforme o filme “Cidade de Deus”, que tem como foco principal as periferias do Rio de Janeiro, a maioria dos jovens periféricos entram para a criminalidade cedo, devido às condições precárias em que vivem, visto que a discriminação social para com esse povo é enorme. Ademais, evidencia-se que essa atitude leva à revolta desse grupo, o que contribui para o elevado índice de violência e criminalidade nas cidades. Sob tal ótica, percebe-se que a obra cinematográfica buscou levar para o público a realidade dessa população que vive a margem da sociedade.
Portanto, para que haja uma melhoria nesse cenário de violência urbana, é imprescindível esforço coletivo entre as comunidades e o Estado. Dessa maneira, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com empresas privadas, devem incorporar e ampliar as corporações da Polícia Militar nos grandes centros urbanos e no restante das cidades, por meio de concursos públicos e verbas governamentais, para que a população se sinta segura ao transitar nesses locais. Em seguida, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com instituições midiáticas, propor uma reeducação social, mediante campanhas educacionais, em jornais, livros e palestras nas escolas, com o intuito de diminuir a criminalidade entre os jovens. Por tudo isso, será possível caminhar para um país mais seguro e igualitário.