Violência urbana no Brasil
Enviada em 21/08/2020
A violência das grandes cidades brasileiras tornou-se um problema generalizado nas últimas décadas. Nessa lógica, conforme os dados apresentados pela ONU, em 2019, o Brasil está entre os dez países com maior índice de criminalidade, no qual 40 mil pessoas perdem suas vidas em função desses conflitos. Dessa forma, fica visível que a violência urbana é uma problemática para a sociedade brasileira, visto que a população se encontra desassistida de políticas de segurança públicas eficientes, além de evidenciar um enorme contraste social.
Em primeira análise, é notório a falta de segurança nos centros urbanos brasileiros, devido aos elevados índices de criminalidade. Nesse sentido, segundo o filósofo John Locke, a liberdade está interligada às leis que asseguram os direitos individuais. Sob tal ótica, percebe-se o atual estado de barbárie vivenciado em pleno século XXI, posto que, há uma ausência do Estado como garantidor do direito do cidadão previsto no artigo V da atual constituição. Diante disso, nota-se a necessidade de atuação das esferas governamentais com medidas eficazes de proteção ao cidadão.
Outrossim, constata-se a existência de um abismo socioeconômico que envolve as comunidades menos assistidas, no qual acarreta ações violentas desses indivíduos para com a sociedade. No filme “Cidade de Deus”, o cineasta enfatiza o conflito entre o crime organizado nas periferias e os reflexos dessa violência na população. Nessa situação, evidencia a falta de políticas públicas que priorizem a assistência educacional às pessoas de baixa renda e a inclusão desses no mercado de trabalho. Desse modo, a omissão de ações que diminuam esses contrastes sociais, contribui para a persistência de atitude negativa na sociedade brasileira.
Portanto, para alterar esse cenário, medidas estratégicas que objetivam o bem-estar da população são necessárias, uma vez que há um aumento significativo da violência no país. Contudo, cabe ao Ministério da Justiça, juntamente com iniciativa privada, desenvolver cursos profissionalizantes e palestras educacionais às comunidades carentes. Tais conteúdos devem estar disponíveis nas mídias sociais, canais de TV, bem como transmitidos por profissionais especializados nas comunidades periféricas, com intuito de diminuir as desigualdades sociais. Por tudo isso, será possível melhorar as estatísticas de criminalidade apresentadas pela ONU.