Violência urbana no Brasil
Enviada em 22/08/2020
Segundo o Art. 3. presente na Declaração Universal dos Direitos dos Homens, “todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Entretanto, apesar de ter se passado mais de 30 anos desde que a tal lei foi aprovada, é nítida a sua violação em nossa sociedade. Com o aumento do êxodo rural no Brasil nas últimas décadas, ocorreu consequentemente em nossa sociedade uma superlotação nos centros urbanos. Sendo assim, a população mais carente teve como solução se locomover até áreas afastadas e formar comunidades, as chamadas popularmente como favelas.
Como citado acima, as favelas são um grande problema na atualidade no Brasil, se levado em consideração um estudo feito pelo jornal O Globo, em que é citado um aumento de 87% em homicídios em comunidades no Rio de Janeiro de 2016 para 2018. É de extrema importância também ser citado o fato que o Brasil está em décimo sexto na lista dos países mais violentos do mundo, comprovando os fatos a seguir.
Além disso, acontecimento muito presente no dia a dia do brasileiro, são as mortes envolvendo policiais, como por exemplo os homicídios com balas perdidas, as agressões sofridas sem provas, na maioria das vezes influenciadas pela cor da pele. Isso prova o racismo implementado na sociedade, considerando que segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um cidadão preto tem 2,7 mais chances de ser morto do que um branco. Um acontecimento que possibilita a confirmação dessa tese, foi o assassinato por asfixia de George Floyd, nos Estados Unidos em 25 de maio desse mesmo ano. O caso deu grande visibilidade à causa racial, gerando o movimento Black Lives Matter, o qual ocasionou grandes manifestações no mundo inteiro, tendo um grande impacto na sociedade atual.
De acordo com Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele”. Portanto cabe ao ministro da educação implementar atividades extracurriculares gratuitas nas instituições de ensino por meio de grupos de leitura nas bibliotecas da própria escola, projetos de esportes como basquete, futebol e vôlei, e grupos de autoajuda com psicólogos com o intuito de ajudar na saúde mental dos estudantes. Essas alterações devem ser feitas para que as crianças e jovens tenham uma boa base de ensino, e sejam influenciadas a não se envolver com tráfico de drogas e com a violência.