Violência urbana no Brasil

Enviada em 23/08/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à Segurança e o bem-estar social. Conquanto, a violência urbana no Brasil impossibilita que a sociedade brasileira desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a violência urbana no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, emerge a desigualdade social que faz com que os indivíduos mais frágeis encontrem na criminalidade uma forma de sustento e status dentro da estrutura social brasileira. Isso de certa maneira está ligada a uma falta de perspectiva de profissionalização e reconhecimento social.

Ademais, é imperativo ressaltar a banalização e facilidade de acesso às armas no Brasil como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, o cientista social Lawrence Sherman afirma “Se há mais armas, há mais crimes”, e isso contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a questão da violência urbana, necessita-se urgentemente que ONGs desenvolvam programas de combate a desigualdade social, com cursos profissionalizantes e introdução aos esportes para jovens em ambientes propícios a criminalidade. Além disso, o governo estadual deve investir em inteligência policial para que consigam combater a posse ilegal de armas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência no Brasil.