Violência urbana no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Buscapé
O cinema brasileiro tem um importante papel político a cumprir: retratar a divisão de classes, a exclusão da minoria e as consequências disso, como a violência urbana. Por exemplo, é o filme “Cidade de Deus”, que mesmo após muitos anos do lançamento continua como uma vertente atual e impactante. É a história de Buscapé, um menino negro, pobre e que cresceu nas favelas do Rio de Janeiro, lugar de muita violência. Tanto na ficção quanto na vida real, um garoto com as mesmas características estaria fadado a entrar para a vida do crime.
Em primeiro lugar, a violência fere os direitos humanos. E veiculação de atos violentos aliados a falta de atuação da segurança pública, gera um sentimento generalizado de ameaça contínua, principalmente nos grandes centros. As pessoas ficam com medo de frequentar espaços públicos sozinhas, consequentemente o seu direito de ir e vir, de acordo com a Constituição de 1988, é afetado.
Em concordância, o pesquisador da Unicamp Marcio Seligmann-Silva, diz que a sociedade brasileira é construída sobre uma divisão de classes e pela violência exercida nos mais pobres. Essas pessoas são excluídas da cidadania, e por consequência de um histórico racista e de escravidão no país, a maioria das pessoas marginalizadas são negros. Ou seja, a tirania é de um caráter profundo desde a colonização do Brasil, e que causa sequelas nos indivíduos seja vítima seja agressor.
Fica claro, portanto, que a violência urbana tem origem antiga, profunda e precisa de alternativas eficazes. Pra começar, o Estado deve investir mais em segurança pública e pra isso o poder Executivo deve encaminhar o dinheiro onde mais precisa. Mas é preciso também, investir na educação básica.Então, para isso o Estado conta com a ajuda de ONG’s para promover atividades extracurriculares para essas crianças. Pois é durante a idade escolar que garotos como Buscapé vão tomar suas primeiras decisões e poder se livrar da criminalidade.