Violência urbana no Brasil
Enviada em 28/08/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e o bem-estar social. Conquanto, a violência urbana no Brasil impossibilita que a sociedade brasileira desfrute desse direito na prática. Nessa perspectiva, a baixa atuação governamental e a facilidade de acesso às armas são fatores que contribuem para esse quadro.
Primeiramente, é importante pontuar que a violência urbana no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Robbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, emerge a desigualdade social que faz com que indivíduos mais frágeis encontrem na criminalidade uma forma de sustento e status dentro da estrutura social brasileira. Isso de certa maneira está ligada a uma falta de perspectiva de profissionalização e reconhecimento social.
Em segunda análise, é imperativo ressaltar a banalização e facilidade de acesso às armas no Brasil como promotor do problema. Ao partir desse pressuposto, o cientista social Lawrence Sherman afirma “Se há mais armas, há mais crimes”, e isso contribui para a perpetuação desse cenário.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática no Brasil. Dessarte, com o intuito de mitigar a questão da violência urbana, necessita-se que as ONGs desenvolvam programas de combate à desigualdade social, com cursos profissionalizantes e introdução aos esportes para jovens em ambientes propícios a criminalidade. Além disso, os governos estaduais e municipais devem aumentar a fiscalização no combate ao trafico de armas ilegais, a fim de diminuir a circulação desses itens, de modo que o acesso seja dificultado. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência no Brasil.