Violência urbana no Brasil

Enviada em 24/08/2020

Assaltos, homicídios, tráficos de drogas, estupros, feminicídios. Esses e outros são os fatores que corroboram para que o Brasil tenha um dos maiores índices de violência urbana do mundo. Logo, é evidente que a segurança, um dos principais direitos dos sociais, é ineficaz no país.

Primeiramente, é inegável que fatores socioculturais influenciam diretamente os mais afetados pela hostilidade. Sendo assim, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) confirmam esta perspectiva ao alegarem que a população negra tem uma maior probabilidade de ser vítima de homicídio. Ou seja, a comunidade afrodescendentes ainda sofre consequências de viver no país cuja a abolição escravocrata foi a última da América. Tal fator leva à marginalização preconceituosa desses e, consequentemente com o alto índice de violência contra os mesmos.

Ademais, fica claro que a negligência do Estado em políticas de segurança colabora com este impasse. De acordo com Thomas Hobbes: “O homem é o lobo do homem”, ou seja, age por instinto ao se ver ameaçado. Nesse contexto, o filósofo contribui para explicar o surgimento de idéias que sugerem segurança feita pelas próprias mãos. Dessa forma, o Estado com o neglicenciamento de políticas aumenta a insegurança populacional e abre brexas para que a comunidade tenha tal pensamento, o que gera um ciclo vicioso de violência.

Portanto, fica claro que a segurança deve ser aumentada para diminuir a violência urbana no Brasil. Logo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve investir em uma maior vigilância por meio de câmeras nas principais cidades em que se concentram os maiores índices de hostilidade. Além disso, o Poder Judiciário deve identificar e garantir a punição correta de homicídios causados pelo racismo. Tais medidas têm como finalidade aumentar a segurança e diminuir a insatisfação da população com o Estado.