Violência urbana no Brasil
Enviada em 26/08/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada em 1948 garante aos indivíduos o direito à vida, à segurança, além da liberdade de ir e vir. Contudo, o cumprimento desse exercício pelo estado tem se mostrado falho no que tange o cotidiano da sociedade brasileira. Nesse sentido, surge a problemática da violência urbana na realidade do país,seja pela falta de recurso, seja pela marginalização.
Em primeira análise, a consequência da ausência de poder aquisitivo. Na música “O homem que não tinha nada”, o rapper Projota evidencia a criminalidade sofrida por Josué, zelador e pai de família -sua maior riqueza-, quando foi abordado por outro homem, o qual portava uma faca e desejava a mochila carregada pelo servente. Todavia, o trabalhador recusou-se a entregar o pouco que detinha, por conseguinte, pagou com a vida. Paralelo à letra da canção, na vida real, latrocínios -roubos seguidos de morte- são cometidos para conter a pobreza vivenciada por seus infratores, como a fome, viabilizando o medo populacional, além de críticas à segurança.
Analogamente, o resultado do distanciamento espacial. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira não só coletiva de agir, mas ainda de pensar, dotada de de generalidade, exterioridade, como também da coercitividade. Seguindo esse raciocínio, a segregação socioespacial causada pela desigualdade econômica preconiza a facilidade no aliciamento de menores pelo convívio com o mundo criminal, tal qual a negligência estatal acerca de programas educativos, como o estudo integral para permanência das crianças nas escolas, facilita a prática de conflitos por jovens devido às más influências.
Evidencia-se, portanto, que há entraves quanto à segurança pública, tendo o desdém como fato social. Cabe ao Ministério da Segurança Pública aliado ao governo federal a contratação de mais policiais, por meio de concursos públicos semestrais, os quais em atividade fiscalizem os principais pontos de abordagem para que deixem essas áreas mais seguras e haja o trânsito tranquilo da população. Assim como, o governo deve promover campanhas de inclusão à periferia. Dessa forma, garantir-se-á redução na violência.