Violência urbana no Brasil
Enviada em 26/08/2020
Thomas More, estadista e filósofo inglês, em sua obra intitulada “Utopia” relata uma sociedade sublime, a qual se molda de maneira lógica e harmônica. No entanto, a realidade hodierna observada é oposta àquela que prega o autor, uma vez que a violência urbana apresenta entraves, os quais dificultam a concretização dos planos de More. Tal cenário adverso é fruto tanto de problemas políticos e econômicos, quanto midiáticos . Diante disso, torna-se essencial a discussão desses aspectos, a fim de uma melhor estruturação social.
Inicialmente, faz-se relevante pontuar que o conflito advém de uma atuação ineficiente dos setores governamentais, pois, segundo o preâmbulo da Constituição Brasileira promulgada em 1988, é dever do estado democrático assegurar direitos de ordem social e individual vitais ao bem-estar, entretanto isso não ocorre. Devido a negligência histórica das autoridades, houvera uma estratificação social e econômica acirrada na sociedade, o que culminou em regiões afastadas dos grandes centros urbanos, na qual vivem pessoas em estado de pobreza e com pouca ou nenhuma perspectiva de melhora da qualidade de vida, aumentando assim os números da violência. Desse modo, urge que tal postura estatal sofra reformulações.
Ademais, é imperativo ressaltar a mídia como fomentadora do problema. Segundo Theodor W. Adorno a indústria cultural no sistema capitalista sofreu uma reestruturação, se antes era um importante meio de propagação de informações, agora torna-se um negócio de visão restrita nos lucros. Partindo desse pressuposto, fica evidente que a mídia atua de forma negativa quando expõe violência explícita de forma exacerbada, além da massificação das propagandas em todos seus meios, aumentando o desejo pelo consumo em pessoas sem condições, os quais recorrem erroneamente à violência como forma de obtenção. Tudo isso retarda a resolução do empecilho já que a problemática da mídia moderna colabora nessa perpetuação deletéria.
Portanto, com o intuito de mitigar a violência urbana, necessita-se, que o presidente da república apresente ao congresso um plano de combate que use a educação como remédio perene. Tal plano iniciará com dois passos fundamentais que são a federalização do ensino e a inversão da pirâmide de investimentos, passando assim o governo federal a administrar as escolas e o ensino básico e fundamental receber mais verbas, nivelando a educação nacional e dando oportunidades aos menos favorecidos de por meio da educação e não da violência mudarem de vida. Assim, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto infesto do problema, e a coletividade dará um passo em direção a Utopia de More.