Violência urbana no Brasil

Enviada em 09/09/2020

Na Roma Antiga, o modelo clássico de Atenas, desenvolvido a partir do final do período arcaico revelou fortes tenções sociais. O desenvolvimento ateniense deu-se pelo crescimento comercial, porém acentuou a desigualdade e a violência entre grupos da pólis. No Brasil, é perceptível o aumento da violência urbana, necessitando de medidas para resolução do impasse.

Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre: “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.” O crescimento urbano desordenado, constituído pelo êxodo rural - deslocamento dos habitantes do campo para centros industrializados -, na década de 1950, em consonância com a negligência do poder público na efetivação de mecanismos para organização populacional configurou-se, dessa forma no alargamento demasiado da cólera nas cidades brasileiras. Nesse sentido, o pensamento de Sartre verbaliza a negatividade social vivenciada atualmente.

Por conseguinte, ressalta-se que, apesar da modernização da sociedade é possível evidenciar à infraestrutura precária presente nas comunidades periféricas, consequentemente favorecem a exclusão socioeconômica. Além do mais, a ineficácia da segurança pública nessas regiões, por parte de órgãos federais, corroboram deliberadamente para essa extensão de desigualdade e ímpeto. Dados da revista Universo Online, mostram que em São Paulo e Rio de Janeiro revelam que cerca de 21% de todas as mortes são provenientes de atos violentos.

Portanto, é preciso assegurar a integridade dos cidadãos conforme previsto na Constituição Federal promulgada em 1988. Urge que o Ministério das Cidades atue criando projeto de ações humanitárias, como  edificações de moradias populares para famílias carentes de comunidades em favelas, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, de modo a configurar em direito efetivo para, assim ampliar o desenvolvimento econômico, promover segurança e cidadania.