Violência urbana no Brasil
Enviada em 11/11/2020
Durante a Ditadura Militar Brasileira, entre 1964-1985, houve altos índices de agressões contra os cidadãos daquela época. Infelizmente, o problema da violência não está somente no passado, visto que os crimes urbanos estão presentes na realidade atual. Nesse sentido, questões como a falta de responsabilidade governamental e a desigualdade racial devem ser assuntos debatidos no âmbito democrático.
Primeiramente, é preciso salientar que o silenciamento por parte do Governo é a causa latente do problema. Segundo Nicolau Maquiavel no livro, “O Príncipe”, para manter-se no poder, o governo deve operar tendo como objetivo o bem universal. No entanto, a violência urbana rompe com esse objetivo, uma vez que políticas públicas de iniciativas à investigações e atuações de policiais, por exemplo, são deficitárias. Desse modo, a lacuna do Estado, contribui para que novos crimes se perpetuem, tornando a solução mais dificultada.
Ademais, outra causa para a configuração do problema é a diferença racial. De acordo com a pesquisa realizada em 2018, pelo Instituto de Pequisa Econômica Aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), cerca de 71,5% das pessoas assassinadas no Brasil são negras. Dessa forma, é evidente que existem falhas no princípio da isonomia brasileira, no qual todos devem ser tratados igualitariamente.
Portanto, é preciso medidas exequíveis para resolver tal impasse. Logo, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela garantia da ordem da nação e da tutela aos cidadãos pertencentes a ela, investir em concursos públicos para a contratação de mais profissionais que atuem na área de proteção à sociedade e investigação de delitos, por meio da arrecadação de impostos, a fim de assegurar a todos uma vida de qualidade. Só assim, o bem universal descrito por Maquiavel poderá ser alcançado.