Violência urbana no Brasil
Enviada em 12/09/2020
No filme norte-americano “Uma noite de crime”, em um dia no ano, os cidadãos são encorajados a cometer qualquer ato ilícito sem sofrer punições perante a constituição, sendo permitidos homicídios, suicídios, roubos, entre outros. Fora da ficção, a violência urbana tanto não está pre-sente em apenas um dia a cada ano no Brasil, como já virou constituinte do cotidiano nacional. Essa realidade pode ser causada por diversos fatores: sociais, econômicos ou culturais, mas há uma tendência a achar que a po-breza está relacionada à criminalidade e à violência. Além disso, o alicia-mento de menor para a execução de crimes perpetua a violência urbana.
Em primeira análise, na cultura nacional brasileira, tende-se a fazer uma associação entre a criminalidade e à pobreza, o que pode ser levado em consideração referente ao alto nível de criminalidade nas periferias que abrigam pessoas de baixa renda. Mas, segundo o especialista em economia do crime Pery Shikida, a pobreza não é a causa principal da prática criminosa e sim a impunidade. Logo, infere-se que a violência urba-na no Brasil pode ser evitada por meio de uma maior rigidez legislativa.
Em segunda análise, uma das formas de perpetuação da violência urba-na nacional é a partir do aliciamento de menores, o qual tem como principal causa a visão do crime como opção de vida. Esse fato é retratado no filme brasileiro “Cidade de Deus”, onde as crianças da comunidade que dá nome ao filme são influenciadas a cometer pequenos delitos, como roubos em padarias, e a utilizar armas de fogo. Assim, deve-se promover medidas educativas a fim de que haja uma outra opção de vida para os menores.
Logo, para que haja a diminuição da violência urbana brasileira, cabe ao Poder Judiciário promover uma maior fiscalização das leis punitivas por meio de operações políticas. Além disso, cabe ao Ministério da Educação promover a educação de qualidade nas periferias por meio de programas educacionais que permitam a ampliação da possibilidade de escolha de vida para os jovens, assim, a realidade de “Cidade de deus” ficará apenas nos filmes.