Violência urbana no Brasil

Enviada em 12/09/2020

“Ônibus 174” é um documentário brasileiro de 2002, dirigido por José Padilha, sobre o sequestro do ônibus 174 por Sandro Barbosa do Nascimento em 2000 na zona sul do Rio de Janeiro, que traz à tona a situação de que o rapaz em foco tenha sido vítima de um processo de exclusão social a tal ponto, que ele tenha se direcionado à vida do crime. Nesse contexto, percebe-se que a desigualdade social e a falta de perspectiva futurística são fatores que acentuam alarmantemente a violência urbana no Brasil contemporâneo e que, portanto, trazem consigo diversos problemas, tanto para a população, quanto para o governo.

Inicialmente, um entrave é o preconceito do mercado de trabalho em relação as pessoas menos privilegiadas que enfrentam uma grande dificuldade para encontrar um emprego. Tal atitude pode ser confirmada por uma pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que diz que moradores da periferia do Rio de Janeiro levam desvantagens na hora de procurar um serviço se comparados aos demais indivíduos da sociedade. Diante disso, percebe-se também que esses cidadãos têm maior probabilidade de encontrar na criminalidade uma forma de sustento e de status dentro da estrutura social brasileira, em razão da falta de um panorama de profissionalização e de reconhecimento social.

Por conseguinte, esse excesso de pessoas, que direcionam suas vidas ao crime, gera mais assassinatos, roubos e agressões no meio urbano, o que infringe o artigo 144 da Constituição Federal de 1988 que garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à segurança pública. Somado a isso, também há impactos na saúde pública, visto que os indivíduos envolvidos nessas situações se ferem e desenvolvem traumas físicos e psicológicos, e que segundo o artigo 196 da Constituição Federal de 1988, é dever do estado garantir a saúde dos mesmos.

Portanto, cabe ao governo, mediante a intensificação de politicas solucionais, fazer parcerias com empresas privadas - garantindo a isenção fiscal - de modo a introduzir as pessoas desfavorecidas a um emprego digno e honesto.  Em adição, as ONGs devem desenvolver projetos sociais de combate à desigualdade e à vulnerabilidade social, por meio do oferecimento de oportunidades de profissionalização, lazer e educação, que tire os sujeitos, de classes sociais mais baixas, de dentro dos ambientes propícios à criminalização, a fim de afastar esses indivíduos do crime e encaminhar a um futuro próspero.