Violência urbana no Brasil

Enviada em 05/10/2020

“Nossas vidas nas ruas já não valem nada, ninguém sabe se está vivo na próxima parada, é tanta lama, tanto vício, tanto oportunismo, ninguém sabe se está vivo no próximo domingo.” O trecho da música “Sociedade Falida”, do compositor Edson Gomes, traz à tona o problema da violência urbana que assola o Brasil. Nesse sentido, a persistência de tal fato decorre do aumento generalizado da criminalidade, em decorrência do tráfico de drogas nas cidades, bem como da precariedade das políticas públicas no país.

Inicialmente, vale destacar, que a significativa desigualdade de classes no cenário nacional concumbe com situações de extrema vulnerabilidade, às quais, uma considerável parcela social está submetida. De fato, o organismo do crime através da crescente “indústria do tráfico” de drogas, estabelece as diretrizes para a persistência da violência urbana, limitando o direito à liberdade das pessoas, que em situações cotidianas são postas à mercê de um verdadeiro cenário de guerra instalado. Na série brasileira, “Irmandade”, produzida pela Netflix, é evidente o misto de organizações criminosas estruturadas a partir do narcotráfico. Na vida real, essas organizações tornam reféns não só os “personagens” principais atuantes, como abala toda a estrutura coletiva, através da força opressiva do sistema. Desse modo, essa complexa disposição incorpada ao dinamismo das metrópoles faz perpetuar episódios de intimidação aos que não comungam com a marginalidade.

Em segundo lugar, é importante analisar a precária conjuntura das políticas públicas em curso, que à priori, são má administradas. Quanto a um breve conceito, essas, são um conjunto de ações que o poder público desenvolve de forma direta ou indireta em prol da comunidade, um exemplo disso, é a garantia da segurança pública dos sujeitos. No entanto, dentro do contexto sócio político, o desenvolvimento e a manutenção dessa rede é ineficiente. A sensação de total insegurança que acomete os brasileiros fica mais evidente, instigando-os à reflexão do trecho supra citado: “ninguém sabe se está vivo na próxima parada”. Cabe contudo, a fim de garantir o direito de ir e vir do cidadão, a participação ativa do corpo social, enquanto ferramenta de mudanças.

Diante do exposto, para minimizar a persistência da violência urbana urge a necessidade, por parte do poder executivo Federal, fazer cumprir as leis de combate à criminalidade com maior rigor, ultlizando-se por exemplo, do incentivo a organizações de inteligência policial no combate ao tráfico de drogas. Ademais, a nível local, os Conselhos Municipais, instâncias de fiscalização de ações públicas, podem promover multirões de informação em massa em ambientes coletivos, sobre a aplicabilidade de políticas destinadas ao bem comum, para contudo, distanciar-se de uma “sociedade falida”.