Violência urbana no Brasil
Enviada em 12/10/2020
No filme “O Ódio Que Você Semeia”, a adolescente Starr Carter testemunha o assassinato de seu amigo negro desarmado, Khalil, por um policial branco. Por conta disso, muitos foram os desafios enfrentados por Carter para conseguir justiça ao seu amigo vítima de um lastimável crime. Sob esse viés, não tão distante do cinema, no limiar do século XXI, a violência ainda é uma infeliz realidade presente no Brasil. Dessa forma, apesar da violência urbana ser inconstitucional, suas raízes são oriundas de uma sociedade capitalista.
Diante desse cenário, pode-se perceber que a violência vai de encontro com o previsto em lei. Nessa perspectiva, de acordo com o Artigo 6 da Carta Magna de 1988, a segurança é um direito social, todavia, tal garantia é deturpada, uma vez que os índices de violência crescem cada vez mais: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 63880 homicídios no País em 2017. Seguindo essa linha de pensamento, um dos exemplos dessa situação é o constante medo que o cidadão brasileiro tem de ser roubado ao sair de casa com pertences pessoais, como celulares, a mostra.
Em contrapartida, a violência se concretiza devido, principalmente, à sociedade capitalista. Desse modo, para o geógrafo Milton Santos, por trás do mito de um capitalismo que deu certo, existe, na realidade, um mundo caótico, onde a sociedade hipercapitalista desencadeou inúmero e graves problemas. Seguindo essa linha de pensamento, pode-se afirmar que um desses lastimáveis transtornos é a desigualdade social. Sob tal ótica, muitos cidadãos de baixa renda podem ser persuadidos para o mundo do crime, como o roubo ou o tráfico de drogas, pois não têm condições financeiras de obter determinados produtos ou estilo de vida.
Percebe-se, portanto, que a violência urbana no Brasil é uma lastimável realidade que necessita ser amenizada. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação implementar uma política que vise educar os jovens e os inserir no mercado de trabalho, por meio da liberação de verbas públicas para as escolas técnicas conseguirem aumentar sua capacidade de vagas ofertadas anualmente. Desse modo, parte da verba liberada deverá ser utilizada na divulgação de seus processos seletivos, para mais pessoas terem acesso às datas de inscrição. Feito isso, muitos cidadãos de baixa renda terão acesso à educação técnica que os preparem para o mercado de trabalho e os ajudem a obter uma alternativa à práticas criminosas, como um emprego em sua área de atuação.