Violência urbana no Brasil
Enviada em 08/10/2020
“Laranja Mecânica” retrata uma cidade extremamente violenta, onde gangues dominam as ruas e realizam assaltos e agressões aos moradores. Bem como no filme de Stanley Kubrick, muitos cidadãos brasileiros enfrentam problemas de segurança pública devido ao crime organizado. Dessa forma, a ausência do Estado nas áreas periféricas das cidades e a falta de oportunidades para os mais pobres agravam a violência urbana.
Primeiramente, é importante ressaltar que os bairros mais pobres são frequentemente abandonados pelo Poder Público local, o que faz com que essas regiões fiquem sem serviços básicos. Por exemplo, na novela “A Força do Querer”, a falta de escolas, hospitais e delegacias no Morro do Beco facilita o domínio do tráfico sobre a comunidade. Logo, a ausência do Estado nas periferias do país ajuda no desenvolvimento do crime organizado nessas áreas.
Por conseguinte, a inacessibilidade desses serviços diminui as oportunidades para a população mais pobre que, ao passar por necessidades básicas, pode enxergar o crime como única alternativa possível. Tal qual o personagem de Felipe Simas na série “Segunda Chamada”, que começa a praticar assaltos para comprar remédios para seu filho doente. Desse modo, situações extremas fazem com que pessoas honestas cometam delitos por pura precisão.
Sendo assim, é visível a necessidade de garantir uma maior segurança pública nos grandes centros urbanos. Para isso, cabe ao Governo, por meio de verbas do Ministério da Educação, criar um programa liderado por professores e educadores a fim de ampliar a quantidade de escolas públicas nas periferias das cidades, com o objetivo de oferecer mais oportunidades às populações carentes e, portanto, combater o crime organizado nessas regiões. Só assim o Brasil se distanciará da realidade distópica imaginada por Stanley Kubrick.