Violência urbana no Brasil
Enviada em 14/10/2020
O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne a questão da violência urbana. Dessa forma, observa-se que a guerra gerada por essa violência, reflete um cenário desafiador, seja em virtude de uma desigualdade social, seja pelo paradoxo entre a impunidade versus punição.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho, à consolidação de uma sociedade desigual no Brasil, uma herança histórica baseada em um regime escravocrata. Conforme a historia do nosso país relata, desde o momento que os Europeus chegaram aqui, houve violência e escravidão de negros e índios, episódios que duraram mais de 300 anos, configurando assim um início conturbado da base social brasileira. Nessa perspectiva, pode-se ressaltar que o governo tem o dever de promover medidas que venham a diminuir esse reflexo que perdura até hoje.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o paradoxo entre a impunidade e a punição encontrada aqui. Sob essa lógica, o imperativo categórico, de Kant, preconiza que o indivíduo deve agir apenas segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. No entanto, no que tange à questão da violência urbana no Brasil em conjunto com a impunidade, há uma lacuna no dever moral quanto ao exercício do fazer-se cumprir a lei. Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, o ministério de Segurança Pública, criado em 2018, tem o dever de desenvolver ações que revertam esse cenário no Brasil. Tais ações devem ocorrer através de programas de inclusão social, como a criação de empregos, melhoria na educação, e promoção de uma melhor qualidade de vida. É preciso, também, trabalhar em conjunto com a constituição brasileira eliminando as brechas das leis e torna-las mais severas. Dessa forma, certamente se logrará uma melhoria nesse cenário de guerra e violência no país.