Violência urbana no Brasil

Enviada em 14/10/2020

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz como são violentas as margens que o reprimem”. Desse modo, segundo Bertolt Brecht, é possível analisar que o problema da violência urbana envolve diversas esferas sociais e políticas. Entre elas está, a falta de políticas públicas e o processo de formação do Brasil. Assim, se faz necessário analisar os fatores que corroboram com essa problemática.

Inicialmente, vale destacar a ineficiência das políticas públicas e os baixos salários dos policiais, os responsáveis pela segurança da população. Por conseguinte dessas falhas, no Brasil de 2011 à 2015, morreram mais brasileiros vítimas da violência urbana do que na Guerra da Síria, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Assim, é evidente que a alta da violência, tem como uma das causadoras o descaso governamental, análogo a margens dos rios que embora mais calma é uma das participantes da problemática.

Outrossim, o processo de formação brasileiro fez uso constante da violência. Incontestavelmente, o processo de colonização do Brasil, se fez através da inferiorização e morte dos nativos e no processo escravocrata adotado no país, por aproximadamente 300 anos. Como consequência, a cultura da sociedade foi marcada por esse processo, vendo a violência como ferramenta para o desenvolvimento. Embora a existência do crime ser um fato social normal, segundo Durkheim, o mesmo é de caráter punitivo e deve ser ao máximo evitado e prevenido.

Portanto, é de suma importância que medidas sejam tomadas para amenizar essa problemática. Desse modo, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública a criação de um plano de carreira nos Estados, oferecendo melhores empregos - e melhores salários-, aos polícias. Deve-se ser feito por meios de cursos profissionalizantes e por incentivos que demonstrem a importância policial para a sociedade. Assim será possível reverter a figura da violência na cultura brasileira, que passara a ver na segurança e justiça, o verdadeiro desenvolvimento.