Violência urbana no Brasil
Enviada em 15/10/2020
A violência no Brasil tem rastros históricos importantes como a tentativa de escravização dos índios, a escravização de negros africanos e o período da ditadura militar. O cenário de índices alarmantes no país mostra a violência como uma constante que necessita ser enfrentada. Diante disso, é preciso reflexão sobre o papel das desigualdades sociais e da repressão policial excessiva na perpetuação da violência urbana no Brasil.
Em 2018, segundo o Ministério de Segurança Pública do Brasil 75% dos homicídios no país eram de pessoas negras ou pardas. Esses dados são exemplos da ineficácia do Estado brasileiro em garantir direitos básicos presentes em sua Constituição Federal de 1988 como educação, saúde e segurança para todos. Estes direitos foram criados com a finalidade de melhorar a qualidade de vida dos menos favorecidos e consequentemente diminuir as desigualdades sociais que são fatores relevantes nos índices de violência urbana brasileira.
A repressão policial com uso de força desproporcional, além da desigualdade, também é um fator de importância no contexto brasileiro. Durante o período da ditadura militar (1964-1985) a violência foi muito usada pela polícia como mecanismo de repressão e muitas dessas práticas foram mantidas. É inegável a letalidade das polícias no Brasil e seu despreparo em ações em regiões da periferia ocasionando várias mortes e casos de abuso de autoridade.
Portanto, com o objetivo de combater a violência urbana no Brasil são necessárias providências do Estado. Para diminuição da desigualdade e repressão policial exagerada urge que o Estado se torne mais presente nas comunidades periféricas para melhorar a vida da população mais carente com investimento em escolas, projetos sociais, hospitais, etc. Como também é importante o controle do Estado sobre a força policial com punições mais severas e capacitação destes profissionais gerando mais segurança a sociedade.