Violência urbana no Brasil
Enviada em 21/10/2020
De acordo com o Atlas da Violência de 2018, o Brasil superou a marca de 60 mil homicídios ao ano. O equivalente: 560 ataques terroristas e maior que a media anual de mortes na Guerra da Síria. É perceptível, portanto, a recorrência de debates sobre a violência urbana no país, expondo causas, consequências e possíveis soluções a esse problema.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões históricas e sociais. Durante a década de 1950, devido a processos de industrialização, o êxodo rural provocou um inchaço urbano nas metrópoles, tal aglomeração originou as favelas, foi o início de uma segregação socioespacial e uma desigualdade explicita. O vácuo do estado nessas comunidades é marcado pela falta de transporte, serviços básicos e policiamento. A população, em uma tentativa de suprir tais carências, utiliza vans, o “gato” na energia e a falta de policiais atraiu o trafico de drogas e de armas, que é a maior causa de homicídio no país. O que evidência falhas na atuação do estado, sendo precursores dos problemas na violência.
Outrossim, outro a ser observado são fatores que corroboram tais conflitos. A má remuneração, falta de treinamento adequado seguido do desgaste psicológico, torna o policial uma vitima da violência no pais. O que é refletido em dados divulgados pelo G1: transtornos mentais afastam em media 1000 militares por ano no Ceará, ademais somos o país que mais mata policial no mundo, em 2019 foram 160 assassinados. Além disso, a falta de investimento em políticas sociais em periferias, onde existem uma maior atuação do crime, abre espaço para o trafico no alistamento de jovens, devido a escassez de incentivo a educação e empregos. No caso de Medellin, Colômbia, que devido a atuação maior do estado, uma região dominado pelo narcotráfico hoje, se tornou uma cidade turística.
Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a redução da violência urbana no Brasil apresenta entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mediante o redirecionamento de verbas, um maior investimento em sistemas de vigilância, tornando o monitoramento inteligente um aliado para a maior eficiência no combate a violência, impactando positivamente no turismo e a economia, além de evitar o enfrentamento diário nas ruas por policiais passando a ser em regiões especificas apontados no monitoramento. Ademais o Ministério da Educação em parceria com Organizações não governamentais, deve promover campanhas que estimulem a educação e uma formação, através de cursos que vissem tornar a população uma mão de obra qualificada, visando minimizar a atuação de jovens no trafico. De modo a ter uma população segura e saudável.