Violência urbana no Brasil

Enviada em 23/10/2020

A Declaração dos Direitos do Cidadão expressa o dever do Estado de assegurar o acesso aos  direitos como a educação, a saúde, a segurança, entre outros, para todos os indivíduos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso estatal com a segurança pública nas cidades do país, pois ocorre a carência de investimentos nestes setores. Desse modo, a falha pública em assegurar o direito à segurança expõe a alta no índice de criminalidade e da consequente violência urbana no Brasil.

Em primeira instância, a desigualdade social promove o aumento da criminalidade nas cidades brasileiras, pois a falta de estruturas escolares, de oportunidades para o ingresso no mercado, entre outros, contribuem para a violência urbana. Nessa ótica, a taxa de desemprego sobe no brasil durante a pandemia do coronavírus, segundo o apresentado em outubro de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Assim, a falta de acesso aos direitos do cidadão presentes, principalmente em áreas perféricas, nas cidades excluem os indivíduos da sociedade e promovem a entrada destes na criminalidade urbana por falta de políticas públicas de inclusão para garantir a sobrevivência finaceira do indivíduo no país.

Em segunda análise, a falta de investimento estatal nas corporações de segurança pública promove o despreparo de profissionais da segurança em situações de emergência, como em ocorrências de assaltos, homicídios, entre outros, nos centros  urbanos. Nessa conjuntura, alguns militares do Exército Brasileiro confundiram e alvejaram à tiros uma família negra de músicos que estavam retornando de carro para sua casa no estado do Rio de Janeiro, segundo o apresentado em 2019 pelo noticiário Jornal Nacional. Por conseguinte, o despreparo profissional dos agentes das corporações públicas de segurança expõe a negligência estatal em fornecer os devidos investimentos para a formação de agentes capacitados para combater a violência urbana no Brasil.

Portanto, é mister a criação de políticas públicas para sanar o avanço da violência urbana no Brasil. Então, o Ministério da Justiça, em conjunto com as prefeituras, deve investir na criação de programas de treinamento de combate à violência e de inclusão social nas cidades, por meio da implementação de cursos mais rígidos de treinamento, da disponibilização de aparatos tecnológicos, entre outros, para as corporações de segurança pública e da disponibilização de palestras socio educativas, apresentadas por professores, em redes de ensino pública para conscientizar os indivíduos sobre as consequências da exclusão social. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é a proposta mais eficiente para gerar transformações sociais, logo, os órgãos estatais devem priorizar o investimento na base educacional para gerar maiores oportunidades de inclusão social e para combater a violência urbana.