Violência urbana no Brasil

Enviada em 28/10/2020

O físico Isaac Newton, em sua lei da inércia, defende que todo objeto permanece em seu estado de repouso ou em movimento uniforme, a menos que uma força resultante, não nula, seja exercida sobre ele. De maneira análoga, a violência urbana no Brasil tende a ser constate devido não só à falta de incentivos, mas também às condições socioeconômicas.

Em primeiro lugar, em conformidade com Paul Hawken, “ tudo está conectado, nada muda sozinho”. Nesse sentido, é possível afirmar que não adianta de investimentos se não houver um estímulo para uma vida saudável nos meios de comunicação entre os jovens. De acordo com o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), a cada ano o número de matrículas escolares diminuem e, por conseguinte, a criminalidade aumenta - tendo em vista que os mesmos são aliciados pelos ilegais todos os dias, seja com exemplos de vida ou com chamamentos. Logo, com a evasão escolar e com os incentivos para criminalidade, o indivíduo escolhe o meio mais solicitado, pois segundo Rousseau, “ o homem nasce cru e se corrompe com a sociedade”.

Em uma segunda análise, faz-se mister, ainda, salientar que as condições socioeconômicas contribui para a violência urbana no Brasil. Nesse segmento, no século XIX ( dezenove ), o sociólogo Émile Durkhein, disseminou um pensamento, segundo o qual , a sociedade funciona como um organismo vivo, ou seja, todos os seus componentes devem viver em harmonia para que fosse possível conquistar o bem social geral. Desse modo, a desigualdade social, a vulnerabilidade econômica dos cidadãos acarreta um problema estrutural, pois na falta de meios para uma melhoria de vida, o indivíduo vê-se à margem do corpo.

Infere-se, portanto, que, em conformidade com a Constituição Federal de 1988, essa problemática corresponde a um dever do Estado, dado que é responsável por garantir a segurança e o bem estar de todos. Diante disso, para mudar a perspectiva de vida dos jovens , urge que o Ministério da Educação promova campanhas contra a criminalidade, por meio da mídia televisiva, com filmes e séries, e das redes sociais – tendo em vista que que o público alvo nesses meios são os mesmos influenciados negativamente – a fim de que se consiga o máximo de procuras por escolas, aumentando, assim, as matrículas por ano. Com essa “força resultante” os desafios serão dominados.