Violência urbana no Brasil
Enviada em 19/11/2020
Historicamente, o Brasil no seu seu processo civilizatório, utilizou-se da violência através de trabalho escravo dos povos nativos em busca de dominação e extração das riquezas da colônia. Nesse parâmetro, na contemporaneidade, é possível observar que, apesar do fim da escravidão, ainda há a permanência da violência, principalmente nas cidades, que englobam uma concentração maior de cidadãos. Nesse sentido, a explosão demográfica causada pelo êxodo rural e a desigualdade social, contribuem para a persistência da problemática.
A princípio, com crescimento da indústria no meio urbano, e a promessa de melhores condições de vida e salário, muitos trabalhadores rurais foram para a cidades num curto espaço de tempo e sem que a estrutura de serviços destas pudesse preparar-se para atender à nova demanda. Logo, muitos moradores tiveram de se instalar nas periferias além do aumento nas taxas de desemprego, inflação e por consequência da violência, à exemplo do Rio e de São Paulo, que tiveram um aumento de mais de 80% com a ocupação desordenada, segundo dados da polícia Federal.
Em segunda análise, outro fator importante para o aumento da violência é a desigualdade social. Segundo o artigo primeiro da declaração universal dos direitos humanos, “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. No entanto, a forte disparidade social mostra que tal direito torna-se contestável, e influencia diretamente na violência urbana, já que com a falta de oportunidades há o aumento da marginalização trazendo mais crimes, como o homicídio, em que o Brasil se encontra entre os dez mais violentos do mundo segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Diante desse cenário, o combate à violência urbana no Brasil inicia-se pelo Governo Federal proporcionando condições de igualdade por meio de políticas de regulamentação sociais e o melhoramento de espaços como as favelas além do aumento de empregos, que podem ser feitos pelos poderes público e Legislativo.