Violência urbana no Brasil

Enviada em 19/11/2020

Durante alguns momentos da história humana, a violência foi apresentada como um espetáculo, exemplo disso, na Roma Antiga em que as lutas dos gladiadores no Coliseu serviam de entretenimento ao povo da época. No entanto, na perspectiva atual a violência urbana proporciona apreensão e horror aos cidadãos brasileiros, por afetar diretamente a vida de todos e colocar em risco a vida de muitos. Nesse contexto, essa vicissitude tem origem incontestável na negligência do Estado, bem como na ausência de políticas educacionais.

Em primeira análise, é importante pontuar que a falta de ações efetivas do Poder Público contribui para a violência nas cidades brasileiras. De acordo com o artigo 144 da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir a segurança pública. Todavia, mesmo sendo uma diretriz constitucional, não é o que se observa na realidade brasileira, pois como pode se observar, principalmente nos noticiários, combater esse problema por meio de agentes policiais mais rigorosos e repressivos não é uma forma eficiente de lidar com o entrave, uma vez que dessa forma se estará combatendo a violência com mais violência, sendo imprescindível uma resolução mais assertiva da problemática.

Outrossim, vale ressaltar que a decadência educacional é um fator determinante para violência urbana no Brasil. Conforme a afirmação do educador Paulo Freire, somente a educação tem capacidade para modificar a sociedade. Sendo assim, é necessário que haja mudanças, a raiz da violência está intimamente ligada à falta de instrução educativa, o que por conseguinte acarreta em jovens sem oportunidade profissional, e que ficam à mercê da criminalidade, pois sem perspectivas de emprego e, consequentemente, por necessidade financeira, os jovens acabam sendo alvos fáceis de aliciadores mal-intencionados, dando ensejo a partir daí, para um caminho que abrange diversas violência, inclusive a urbana.

Portanto, fica claro que medidas são necessárias para a mitigação da violência urbana brasileira. Dessa forma, o Ministério da Justiça deve traçar diretrizes para operações policiais mais assertivas e menos conflitivas em áreas onde o índice de criminalidade é alto, por meio de investigações aprofundadas, unidas de dispositivos tecnológicos eficientes, a fim de que se tenha a menor possibilidade de violência, protegendo tanto os agentes policiais e civis inocentes, quanto os que cometem os delitos. Além disso, é essencial que o Ministério da Educação reformule as diretrizes curriculares, mediante cursos técnicos variados aos fins de semana, para que assim os jovens possam aumentar o seu nível instrucional e as suas oportunidades profissionais, a fim de que assim se produza um corpo social mais saudável e pleno na medida de suas aptidões.