Violência urbana no Brasil
Enviada em 22/11/2020
Desde o Iluminismo, ocorrido no século XVIII, teóricos da época pregavam que uma sociedade só progride quando seus cidadãos se mobilizam com o intuito de solucionar conflitos do corpo social. Não obstante, verifica-se que a violência urbana no Brasil apresenta-se antagonicamente aos ideais iluministas, uma vez que estes prezavam pelo desenvolvimento social tendo como pilar a prosperidade a partir do bem-estar da coletividade. Dessarte, essa realidade deve-se, essencialmente, à negligência estatal e à desigualdade social.
Em primeiro plano, a Carta Magna de 1988, concebida por meio do processo de redemocratização, prevê, garantia como fundamental, o direito à segurança pública. Todavia, o Poder Estatal, por escassez de políticas públicas, fere a legislação. Ademais, o Ministério da Justiça e Segurança Pública não promove a punição adequada aos infratores, de modo que, pelas medidas punitivas intermediadas pelo Poder Legislativo serem muito brandas, casos de reincidência tornam-se bastante comuns. Desse modo, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal.
Cabe mencionar, em segundo plano, que a problemática encontra terra fértil na desigualdade social. O filme “Tropa de elite” mostra bem isso. Consoante a isso, ele discorre sobre a vida nas favelas do Rio de Janeiro, retratando como a violência urbana é bem mais atuante na periferia dos grandes centros. Nesse sentido, o filme pode ser relacionado ao Brasil no século XXI, uma vez que a desigualdade social alimenta a criminalidade, já que os jovens veem no crime uma opção de vida, de sair da posição de inferioridade socioeconômica. Diante disso, é notório que a mídia retrata a causa da questão abordada.
Isto posto, é inegável a necessidade de intervenção no que tange à problemática. Para tanto, o Governo Federal, aliado ao Ministério da Segurança Pública e da Educação, por meio de verbas governamentais, deve investir em concursos policiais, de modo que o contingente de agentes da segurança possa aumentar consideravelmente, além do investimento na base educacional, com o intuito de proporcionar melhores oportunidades de vida aos jovens da periferia. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em níveis mundiais, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, as quais deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, tendo como finalidade proporcionar uma diminuição no número de casos e uma consciência coletiva.