Violência urbana no Brasil

Enviada em 21/11/2020

No filme “Uma noite de crime”, é relatado uma sociedade em que, uma vez por ano acontece a “purificação”, ou seja, durante 12 horas não existem leis ou regras, todo crime é legalizado, e os mais prejudicados são a população de baixa renda que não possuem proteção em suas casas. Com isso, é possível notar que a violência urbana costuma ser mais frequente nas minorias da sociedade, principalmente em pobres e periféricos que não possuem segurança em sua residência. Nesse sentido, vale ressaltar que o problema não é só a formação da sociedade brasileira e seus preconceitos, mas também a falta de providências do Estado.

Em primeiro lugar, o problema da violência urbana contra determinados grupos é um problema estrutural brasileiro. Diante disso, o Brasil sendo um país subdesenvolvido teve sua urbanização de maneira rápida e sem planejamento, em que resultou na população rica concentrada nos centros urbanos e a população pobre ocupando a periferia. Dessa forma, a violência urbana é causada principalmente pela desigualdade social e o preconceito, em que as minorias são julgadas e consequentemente violentadas por serem consideradas inferiores.

Ademais, é preciso uma reeducação no sistema sobre a questão da violência urbana no Brasil. Outrossim, de acordo com Allan Kardec, influente educador francês, a educação quando bem compreendida na sociedade é a chave para o progresso moral. Desse modo, cabe ao Estado orientar seus indivíduos e a polícia para não agir com violência, em que priorizar o bom convívio social será fundamental.

Portanto, medidas estratégicas são necessárias. Urge que o Ministério da Educação realize palestras e campanhas em centros urbanos e rurais, em que será mostrado a quantidade de jovens mortos, principalmente negros, em todo o Brasil. Para tentar conscientizar que recorrer a violência não é a solução, como forma de tornar cidadãos que prezem pelo respeito, a fim de tornar uma sociedade que visa ao bem-estar coletivo. Assim, a educação mudará a sociedade, como constatou Kardec.