Violência urbana no Brasil
Enviada em 30/11/2020
O documentário “Bus 174”, conta a história de um jovem das comunidades carentes do Rio de Janeiro, que, em 2000, sequestrou um ônibus e fez dos passageiros reféns, no filme é exposto o dia do crime, além dos diretores mostrarem os eventos que podem ter impulsionado o jovem a cometer tal ato, assim como a importância de se ter um tratamento social e político adequado da pobreza. Consequentemente, percebe-se que a realidade brasileira não mudou muito desde o ocorrido, visto que o Brasil ainda é considerado um país muito violento, devido ao elevado índice de homicídios. Nesse sentido, cabe-se avaliar que a demasiada violência urbana no Brasil é atribuída, principalmente, à desigualdade social, discriminação racial e de gênero que é estrutural no país.
Primeiramente, a violência se destaca pelo emprego da força desmedida e de constrangimento, intimidação e privação, assim como a violência só se torna um crime quando é codificada nas leis de um Estado. Visto isso, a violência subjetiva é a qual há um autor bem definido da intimidação, e essa violação é a que é presenciada no Brasil diariamente, em especial, em comunidades carentes e camadas mais pobres da sociedade brasileira. Logo, é observado que a desigualdade social é uma das bases para a violência urbana na nação.
Ademais, a violência urbana que é vista no país, em maioria são homicídios por arma de fogo, tráfico de drogas, violência policial, feminicídio e latrocínio. Ou seja, o Brasil é considerado um dos países que mais mata no mundo, segundo pesquisa divulgada no G1 News, no entanto, alguns grupos são mais vulneráveis do que outros, como os negros, mulheres negras e a comunidade LGBTQI +. Sendo assim, o Brasil é o 5º país que comete mais feminicídio entre 83 países pesquisados, já os negros possuem 24% a mais de chances de serem mortos por arma de fogo e violência policial, segundo pesquisa divulgada em reportagem da CNN News.
Portanto, a fim de melhorar o índice de violência urbana presente no Brasil, cabe ao Ministério da Educação - responsável pela distribuição da educação pelo território nacional -, juntar-se ao Ministério da Saúde, Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, e ao Ministério da Cidadania, por meio de reuniões e parcerias públicas, para realizar políticas públicas direcionadas para a saúde, moradia, educação, combate a pobreza, combate as desigualdades e descriminações, com a destinação de verbas que já são para esses propósitos. Outrossim, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, mediante verbas destituídas a isso, deve revisar e melhorar as políticas de repressão e segurança do Brasil, pois, com o maior de desenvolvimento humano, se chega ao menor índice de criminalidade.