Violência urbana no Brasil

Enviada em 28/11/2020

Na literatura do Romantismo Indianista, notoriamente representado por José de Alencar, o Brasil é retratado, por vezes, como um país perfeito, ideal para se viver. Entretanto, ao analisar a situação do país, observa-se que é somente herança literária, visto que a violência urbana ainda persiste na sociedade brasileira. Nesse cenário, dois motivos são pertinentes: a desigualdade social e a negligência governamental.

Em primeira mão, a desigualdade social está entre as causas dessa problemática. Historicamente, a política de latifúndios, na qual, brancos e ricos detinham privilégios e gozavam de benefícios únicos, arrastou-se por séculos, o que provocou o surgimento de comunidades carentes e marginalizadas. Dessa forma, esse indivíduos, por conta de sua classe social, saem em busca de caminhos alternativos, a fim de reverter sua condição econômica, distanciando-se da educação e do trabalho íntegro.

Em segunda análise, de acordo com Jean Jacques Rousseau, filósofo francês, cabe ao Estado melhorar a condição do homem em sociedade, no entanto, no Brasil tal fato não ocorre. Conforme o Ministério da Público, o Brasil possui 1,6 detento por vaga. Nesse contexto, verifica-se as más condições dessas penitenciárias, que tem por objetivo ressocializar o indivíduo, mas o que se nota é o aumento das facções criminosas, violência, tráficos e corrupção dentro das prisões. Logo, a desigualdade social, adicionada ao péssimo dirigismo estatal, garantem a permanência da violência em solo brasileiro.

Entende-se, portanto, que a violência urbana é resultante de discrepâncias econômicas associada ao um Estado ineficaz. Por isso, cabe ao Governo que incentive programas socioeconômicos como o Bolsa Família e o Fome Zero, com disposição de viabilizar mais recursos, para uma abrangência significativa, a fim de amenizar e diminuir disparidades sociais. Ademais, o Parlamento deve utilizar países referências em segurança pública, como a Noruega, a fim de modificar as estruturas das prisões, para que o encarcerado se reabilite de modo adequado e volte a socializar-se.