Violência urbana no Brasil
Enviada em 28/11/2020
Na Primeira República, cidadãos de classes operárias tiveram que deixar suas residências nos centros urbanos da capital para migrarem às periferias, onde passaram a viver em condições precárias de infraestrutura. Enquanto a elite desfrutava de bairros luxuosos, os habitantes dos morros cariocas batalhavam por sua sobrevivência, gerando disputas entre si. Embora tenha-se passado anos, esses conflitos ainda estão presentes na sociedade brasileira, causados por disparidades socioeconômicas, aumentando as taxas de criminalidade.
Em primeira análise, a falta de recursos - água potável, educação, tecnologia - a essas comunidades de baixa renda é fator para o entendimento da violência ser maior nessas áreas, pois o crime é visto como meio de adquirir tais recursos. Além disso, atividades ilegais, como tráfego de drogas, são ferramentas para gerar renda, e com isso, os moradores estão sujeitos a residirem em um lugar cuja segurança é instável.
Ademais, a falta de visibilidade de uma vida diferente e a incompetência do Estado de fornecer oportunidades para alcançá-la é outro fator para o crescimento da violência no país. Por causa da carência educacional, jovens são influenciados a participar de gangues por não enxergarem outras alternativas que os levem a uma vida melhor, como no “Mito da Caverna” proposto por Platão, em que os indivíduos veem uma realidade imposta a eles e não conseguem ver a realidade fora daquela imposição.
Portanto, os Governos Estaduais devem, através de elaboração de leis, disponibilizar espaços públicos - cinemas, bibliotecas, galerias, áreas esportivas, por exemplo - para que os moradores locais entrem em contato com outras perspectivas de mundo, seja pelas artes ou pelos esportes, a fim de distanciá-los do mundo criminal, reduzindo, assim, a violência urbana no Brasil.