Violência urbana no Brasil

Enviada em 03/12/2020

Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajamento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se observa a violência urbana no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de grande violência no país. Um exemplo disso é que no ano de 2016 houve mais de 60 mil homicídios no Brasil, devido à falta de segurança fornecida pelo Estado. Nesse sentido, o sociólogo Alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de políticas públicas voltadas para a segurança, bem como na criação de leis mais rígidas que punam criminosos, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.

Logo, é necessário que o governo melhore a segurança no país, por meio de maiores investimentos nessa área e uma maior capacitação policial, com o propósito de reduzir esse índice violento. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre os malefícios que entrar para o crime podem trazer. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meio de comunicação, a fim de reduzir a violência no país. Destarte, a realidade aproxima-se do ideal utópico e a sociedade desenvolve-se.