Violência urbana no Brasil

Enviada em 16/12/2020

Assaltos, agressões, homicídios. Diversas são as formas de violência urbana, que, no Brasil atual, representa um grave problema. Tal problema ocorre devido à ineficiência da polícia em combater a criminalidade nas cidades, o que tem como consequência elevados índices de mortes. Dessa maneira, é necessário pormenorizar esses impasses, com vistas a solucioná-los.

Em primeiro plano, é preciso analisar o despreparo policial para lidar com o crime. Nesse sentido, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, os instrumentos de democracia não devem ser convertidos em ferramentas de opressão. Contudo, tal máxima não é colocada em prática nos centros urbanos brasileiros, haja vista que as polícias civil e militar, que deveriam garantir a segurança da população de forma justa, têm sido extremamente violentas com os criminosos e com as pessoas mais vulneráveis socialmente. Tal afirmação é evidenciada no filme “Carandiru”, que retrata um massacre de encarcerados por forças militares em um presídio. Assim, essa repressão não tem combatido de fato os casos de agressão nas cidades, já que esse infortúnio tem aumentado.

Nessa perspectiva, entre os problemas desse contexto, observa-se o aumento do índice de criminalidade e, por conseguinte, de mortes dos citadinos. Sob esse viés, de acordo com o Atlas da Violência de 2018, a taxa de homicídios no Brasil, em 2016, foi 30 vezes maior do que a da Europa, de forma que, em um ano, essa taxa foi maior que 60 mil. Tais dados evidenciam uma crise na segurança pública brasileira e a enorme problemática em relação à agressão urbana.

Logo, com o objetivo de formar pessoas que possam mitigar casos de desrespeito de forma eficiente, medidas são necessárias. Para tal, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve garantir a educação e o preparo de policiais para que esses lidem com a violência nas cidades. Isso deve ser feito ppor meio de cursos para os setores da polícia, que realizem uma abordagem do pensamento de Bourdieu. Esses cursos devem contar, especialmente, com a presença de profissionais da psicologia e das ciências sociais, promovendo formas de lidar com os infratores que respeitem os direitos humanos e que não sejam pautadas na agressão. Dessa forma, será garntida maior segurança urbana.