Violência urbana no Brasil

Enviada em 19/12/2020

Assaltos, estupros, sequestros. Esses são acontecimentos que fazem parte do cotidiano da sociedade brasileira. Há, no país, exorbitante incidência de violência urbana devido aos mais diversos fatores, dos quais pode-se destacar a falta de oportunidades de ascenção socioeconômica aliada à enorme compulsão por consumo de parte da população.

Em primeiro plano, é importante avaliar a exclusão social no Brasil. Nesse país, marcado pela desigualdade social em diversos âmbitos, o baixo acesso à educação e ao mercado de trabalho que os mais pobres enfrentam, empurram-os, muitas vezes, para o mercado informal, no qual não há garantias de crescimento ou estabilidade profissional. Com isso, uma parcela dos habitantes das regiões mais pobres optam pela criminalidade buscando sair da condição de vulnerabilidade social.

Além disso, a criminalidade pode atrair com uma promessa de ganhos financeiros rápidos e em larga escala. O sociólogo Karl Marx, conceituou o “fetichismo da mercadoria”, no qual um indivíduo atribui valor simbólico a um produto. Muitos jovens brasileiros, ao mesmo tempo em que convivem com a pobreza das comunidades, também observam, com frequência, carros, motocicletas e dinheiro em posse de facções criminosas. Em uma sociedade consumista, na qual mercadorias geram ascenção social, esses jovens veem-se tentados a ingressar no crime organizado.

Desse modo, depreende-se que a violência no Brasil não vem do acaso. O Poder Executivo deve, portanto, em parcerias com ONGs, levar, às regiões com populações mais vulnerabilizadas socialmente, projetos que fomentem o acesso à educação, à saúde e à qualificação da mão de obra, para que os indivíduos, munidos de melhores oportunidades, tenham menor tendência a renderem-se à ilusão de melhoria de vida que o crime pode propiciar. Assim, a violência poderá ser mitigada.